terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Masoquismo Afrodisíaco

Observando a situção sentimental de alguns amigos e amigas essa semana, lembrei de mais um textinho bacana que tenho aqui.
Esse não é de chorar, heheh, mas trata mais ou menos dos mesmos assuntos que ja citei por aqui antes: os problemas do coração.

É claro, não vou mentir que foi só pelo que andei vendo e conversando com o pessoal amigo por aí, acho que ja deu pra perceber que o blog retrata bem o meu estado de espírito (emocional hehe).
Mas acho que, como todos os outros textos publicados, esse também não serve só pra mim. Logo, compartilha-lo-ei! ;)

Vale a pena dar uma lida, você amigo, que quebrou a cara mais uma vez, e você amiga, que ja ta achando que tem algum problema, porque não consegue gostar da "pessoa certa"!




Masoquismo Afrodisíaco




O cara atende todas as suas vontades. Vive ligando, gravando fitas, chamando para uns programas bacanas e dizendo tudo aquilo que é muito bem-vindo: te adoro, te acho linda, não me imagino longe de ti. Está tudo muito bem, mas seu coração continua batendo devagar. Aí surge outro cara. Ele fica com você um dia e desaparece no outro. Telefona num sábado e some no domingo. Diz que curte você mas quer aproveitar a vida. Você escuta, então, um barulho que parece a bateria da escola de samba da Imperatriz Leopoldinense invadindo seu quarto, mas é seu coração. Dá até para ouvi-lo bater daqui. Que raio de mecanismo é esse que faz com que a gente se ligue em quem não nos dá bola?


Não é prerrogativa feminina, vale para ambos os sexos. Conheço muito cara que lambe o chão que pisa a menina que faz jogo duro. Será que, ainda não caducou aquela regra que diz que homens e mulheres difíceis é que são valorizados? Eu estou com o Jota Quest.: um dia feliz às vezes é muito raro, então vamos saudar tudo o que for extremamente fácil. Que bom poder amar e ser amado na mesma sintonia e com a mesma intensidade. Xô, dificuldade.

Pena que o ser humano é extremamente difícil. Cultivamos um lado masoquista que se revela quando menos precisamos dele. Temos uma necessidade congênita de enfrentar desafios. A conquista nos interessa mais que a vitória. Nem pensar em sair do jogo. A gente não sossega enquanto aquele idiota não perceber o quanto somos maravilhosas e indispensáveis. Quando ele (ou ela) finalmente descobrir que está apaixonado por nós e se entregar, aí sim poderemos relaxar. E partir pra outra.

Essa é a má notícia: sofrer por amor é afrodisíaco. Agora a boa notícia: afrodisíaco para adolescentes. Como ninguém estaciona nos 17 anos, a tendência é mais tarde, com mais experiência de vida e menos tempo a perder, homens e mulheres passarem a se valorizar mais e a querer ao seu lado só aqueles que estão dispostos a compartilhar bons momentos. É claro que a maturidade também tem uma quedinha por desafios, mas a auto-estima impede que esta quedinha, que é até saudável, se transforme num problema crônico de relacionamento. Em vez de complicar a própria vida, é bem mais fácil, extremamente fácil, lembrar do seguinte: Quem não te quer, não te merece !!!




Martha Medeiros





E aí, sentiu um friozinho na barriga lendo o texto? ;)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eu não queria, mas é pra chorar.

Lendo esse texto, fiz uma coisa que eu não fazia há muito tempo: chorei.
E foi de saudade mesmo.


Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
dói morder a língua,
dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que
não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida
é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem
se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade,
mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem
vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se
menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe
como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando
num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa
daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista
como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa
daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem ido na academia,
se aprendeu a entrar na Internet
e encontrar a página do Diário Oficial;
se ela aprendeu a estacionar entre dois carros;
se ele continua preferindo tonica
se ela continua preferindo suco
se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
se ele continua cantando tão bem as musicas das propagandas,
se ela continua amando MC Donald’s;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer
com os dias que ficaram mais compridos;
não saber como encontrar tarefas
que lhe cessem o pensamento;
não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro,
e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,
e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.
É não querer saber se ele está mais magro,
se ela está mais bela.
Saudade dos sonhos não realizados, das brincadeiras
no sofá vendo tv.
Saudade do beijo no portão, dos puxos de orelhas.
Saudade do seu perfume.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama,
e ainda assim doer…
Saudade é isso que senti
enquanto estive escrevendo
e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.



Texto retirado do perfil do meu amigo Pão.

Prometo que o próximo vai ser mais alegre :)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Por que as pessoas entram na sua vida?

No dia em que fiz o primeiro post do blog, meu colega de profissão e parceiro de Twitter Fabio Ito me mandou por email uma série de textos que poderia achar interessante para futuras postagens.
À princípio tinha decidido não postar mais textos prontos, mas dando uma lida nestes que recibi, um em especial me chamou a atenção:


Por que as pessoas entram na sua vida?


Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como
se ninguém estivesse te observando."

"O maior risco da vida é não fazer NADA."

Martha Medeiros


Depois dessa leitura, comecei a pensar mais a respeito das pessoas e situações que me cercam, e percebi que faz um certo sentido...
Tenho grandes amigos de longa data, que nunca me canso de admirá-los e ouvir seus conselhos e ensinamentos. Tem gente qua faz parte da minha vida há tanto tempo, e nunca deixei de levar em consideração as coisas que me falam. Na maioria das vezes me ajudam muito!
Alguns, conheci em grupos, ou com outras pessoas, mas apenas 'ele' permaneceu.
Tem também os que me acompanharam por um tempo, depois sumiram! Grandes amizades, e grandes momentos, mas que não foram à diante! Às vezes a pessoa volta, vive-se tudo aquilo de novo... e depois some! E depois volta de novo...
E, por fim, aquelas pessoas que a gente conversa uma, duas, algumas vezes, mas ja é o suficiente pra mudar alguma coisa. Pessoas que se convive por um dia, uma semana, ou um mês, mas com a intensidade necessária para te deixar uma marca no caráter!
Pois é, acho que todo mundo tem amizades ou relacionamentos parecidos com essas citadas no texto. Achei bem interessante, pois agora consigo ter uma outra percepção dos relacionamentos que vivo e viví!
E o mais legal é, que de todas essas pessoas que passaram pela minha vida, a maioria me deixou boas lembranças e bons momentos de felicidade guardados no coração!
Obrigado aos que me ajudaram, mesmo que involuntariamente, quando precisei!
Aos que curtiram "uma estação" comigo, espero a próxima primavera! ;)
E aos meus amigos "da vida inteira", continuem me aturando, pois voces são parte da minha vida!

Um beijo a todos que entraram em minha vida, seja la qual for o motivo! ;)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Primeiro post!

A ideia de criar um blog surgiu há alguns dias, na mesa de um bar, do mesmo jeito que muitos outros blogs devem ter surgido. A mesa era composta por sete meninas ligeiramente embriagadas, que resolveram anotar seus comentários. Ok, essa era a ideia "original". Mas resolvi cria-lo hoje por outro motivo, nada a ver com bar, bebidas, muito menos com diversão... apenas por que lembrei-me de um texto que recebi por email anos atrás, e tive vontade de compartilha-lo com outras pessoas. Não sei a origem real do texto, mas tenho ele guardado na minha caixa de emails para ler sempre que me sinto só, desiludida, triste, ou com saudades de alguém, como estou hoje.

Segue o texto:







CRÔNICA DE AMOR

Roberto Freire


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão.

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas.

Por que você ama este cara ? Não pergunte para mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes os irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar.

Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor ?

Ah !!... o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.

Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó ! Mas ninguém consegue ser do jeito que o AMOR DA SUA VIDA é !



Talvez eu nunca mais poste nada nesse blog, mas o texto ta aí!